segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A um ausente


Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

http://pensador.uol.com.br/poemas_de_saudade/

Tomara


Que a tristeza te convençaQue a saudade não compensaE que a ausência não dá pazE o verdadeiro amor de quem se amaTece a mesma antiga tramaQue não se desfaz
E a coisa mais divinaQue há no mundoÉ viver cada segundoComo nunca mais...



http://pensador.uol.com.br/poemas_de_saudade/

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Boa Tarde!!!
Na próxima semana vamos comemorar o Dia do Poeta. Dedico este dia que vem chegando, para você, que é poeta, mas também para quem gosta de ler e apreciar as poesias.


SER POETA…
Ser poeta é “ser mais alto”, é ser diferente!
É aquele que fala com a voz coração.
É quem sente "aquele amor ardente"
Que Camões cantou tão sabiamente
E se tornou, dos poetas, um padrão!

É ser um outro ser, “é ser maior”
(como Florbela outrora bem dizia).
É sentir o que escreve com amor
É soltar da alma o pranto e a dor,
É sentir com fervor a poesia!

Ser poeta é um dom – não se aprende.
É o ser e o poder de quem sustente
Esse dom que, escondido, surpreende…
Quando a sua vida à dor se rende
E sente uma alegria descontente!...


Autor: Fernando Reis Costa
(Inspirado nos grandes mestres Florbela Espanca e Camões)


O POETA E O MUNDO
O poeta não vive em mar de rosas
E se disser que sim está tentando,
Levar conforto e até mesmo evitando,
Fazer alguém ler coisas dolorosas.
Porque o poeta em versos ou em prosas,
Mesmo a sofrer prossegue procurando
Alegrar esse mundo e vai buscando,
Sempre saciar as almas sequiosas.
E na infindável dor que traz a guerra,
Luta o poeta pela paz na Terra
E de pregar o amor jamais desiste.
Então se chora, faz do pranto um riso,
Faz do Inferno seu um Paraíso,
Para não ver ninguém sentir-se triste.

Autor:  Samuel Freitas de Oliveira

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Timidez


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.


http://www.aindamelhor.com/poesia/poesias11-cecilia-meireles.php

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Jardim das borboletas


Com o tempo você vai percebendo que
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
ou acha que ama, e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você..!

A Chave do Relógio

A um relógio dava corda
Chavinha de áureo metal.
E mui vaidosa do impulso
Parar não quis afinal.

Forçou, pois, e desta força
Dentro a mola arrebentou,
E do tempo o mecanismo
Sem movimento ficou.

Resolvam, mandem governos
Nas raias do seu poder,
Vejam bem nesta chavinha
Que não basta o só querer.

 http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/02/15/a-chave-do-relogio-poema-de-joaquim-jose-teixeira/


sábado, 21 de julho de 2012

Cinzas




Sobre as asas da alegria,
Entre enganos ruidosos,
Entre vivas jubilosos,
Expirava o carnaval.

Oh, quanta moça faceira,
Que muito se divertira
Morrer com pena não vira
Esse tríduo sem igual.

A rótula então perdera
Todo o sigilo, se abrindo,
E um rosto moreno e lindo
Livre e ousado se mostrou;
E mais de um braço certeiro
Achou um alvo condigno,
Em que amável, benigno,
Os seus tiros empregou.